segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Artigo Científico - Renascimento


UNIVERSIDADE PARANAENSE – UNIPAR Campus Paranavaí



DANILO EDUARDO LISBOA
IGOR CASTRO CAVALCANTE
JADSON DE OLIVEIRA CARRILHO
PAULO MARCELO BRUM
TIAGO HENRIQUE DE SOUZA






RENASCIMENTO









PARANAVAÍ - PR
2013




DANILO EDUARDO LISBOA - R.A: 133671 
IGOR CASTRO CAVALCANTE - R.A: 134419 
JADSON DE OLIVEIRA CARRILHO – R.A: 133883 
PAULO MARCELO BRUM – R.A: 143479 
TIAGO HENRIQUE DE SOUZA – R.A: 143464 







RENASCIMENTO

                                                                   Artigo Científico apresentado à disciplina de História da Arquitetura e Urbanismo como critério de avaliação do 4º bimestre do Curso de Arquitetura e Urbanismo, sob supervisão da Docente: Ariela Barbosa Scramim.









PARANAVAÍ - PR 
2013




RENASCIMENTO 


Danilo Eduardo Lisboa – R.A.: 133671 
Igor Castro Cavalcante – R.A.: 134419 
Jadson de Oliveira Carrilho – R.A.: 133883 
Paulo Marcelo Brum – R.A.: 143479 
Tiago Henrique de Souza – R.A.: 143464 


RESUMO

Com o colapso do modo de produção feudal, surgiram inúmeros fatores que contribuíram para o nascimento de uma nova era social, econômica e política na Europa. O modo de produção capitalista se instalou e o aparecimento humanismo foi de grande importância para as transformações que ocorreram. Nessa época, surgiram grandes mestres na Itália, como por exemplo, Maquiavel, Camões, da Vincci, Michelangelo. 
A renascença começou na Itália e se difundiu por toda a Europa, as escolas e as universidades tiveram grande participação nesse progresso, a escola procurava novos conteúdos nas obras clássicas e tinha um caráter erudito, a educação teve que se adequar às novas perspectivas de vida europeia. O renascimento deu grande privilégio à matemática e às ciências da natureza, bem como a arte, exercícios físicos, retórica, leitura e línguas nacionais. A influência do humanismo na educação, também foi de grande importância e o holandês Erasmo de Roterdã defendia uma educação liberal para as crianças, porém sobrecarregada de princípios cristãos, para ele a educação era um dever dos poderes públicos e do clero. 
Na Espanha, Inglaterra e França a educação humanista teve bastante êxito, muitas escolas foram organizadas com base nos ensinamentos de Erasmo. Alguns outros humanistas defendiam que o professor deveria conhecer o desenvolvimento psicológico do aluno outros defendiam um ensino que incluísse o ensino enciclopédico para que tornasse o ambiente escolar mais dinâmico. Fica claro que durante esse período houve uma grande evolução na forma e conteúdo de transmissão dos conhecimentos. O Renascimento estabeleceu alguns métodos na educação de crianças e jovens. O uso da razão como forma de se chegar ao conhecimento passou a ser a pedra de toque da mentalidade renascentista, fomentando o nascimento da ciência moderna. 


PALAVRAS-CHAVE: Renascimento, Ensino, Humanismo, Conhecimento e Razão.


________________
Alunos da 1ª série do Curso de Arquitetura e Urbanismo – Universidade Paranaense – Unipar – Campus Paranavaí – Paraná 
Disciplina: História da Arquitetura e Urbanismo 
Docente: Ariela Barbosa – Mestre em Engenharia Urbana



INTRODUÇÃO

Renascimento foi período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII. O período foi marcado por transformações em muitas áreas da vida humana, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. 
Apesar de estas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências. Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. 
O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, mas as noções de Renascimento como hoje o entendemos, surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem".



ESTRUTURA

1. História
2. Literatura
   2.1. Características
3. Esculturas
4. Pintura
   4.1. Elementos técnicos
   4.2. Elementos formais
   4.3. Artistas / Obras
5. Música


1. HISTÓRIA

Renascimento, período da história europeia caracterizado por um renovado interesse pelo passado greco-romano clássico, especialmente pela sua arte. O Renascimento começou na Itália, no século XIV, e difundiu-se por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI. 
A fragmentada sociedade feudal da Idade Média transformou-se em uma sociedade dominada, progressivamente, por instituições políticas centralizadas, com uma economia urbana e mercantil, em que floresceu o mecenato da educação, das artes e da música. 
O termo “Renascimento” foi empregado pela primeira vez em 1855, pelo historiador francês Jules Michelet, para referir-se ao “descobrimento do Mundo e do homem” no século XVI. O historiador suíço Jakob Burckhardt ampliou este conceito em sua obra A civilização do renascimento italiano (1860), definindo essa época como o renascimento da humanidade e da consciência moderna, após um longo período de decadência. 
O Renascimento italiano foi, sobretudo, um fenômeno urbano, produto das cidades que floresceram no centro e no norte da Itália, como Florença, Ferrara, Milão e Veneza, resultado de um período de grande expansão econômica e demográfica dos séculos XII e XIII. 
Uma das mais significativas rupturas renascentistas com as tradições medievais verifica-se no campo da história. A visão renascentista da história possuía três partes: a Antiguidade, a Idade Média e a Idade de Ouro ou Renascimento, que estava começando.
A ideia renascentista do humanismo pressupunha outra ruptura cultural com a tradição medieval. Redescobriram-se os Diálogos de Platão, os textos históricos de Heródoto e Tucídides e as obras dos dramaturgos e poetas gregos. O estudo da literatura antiga, da história e da filosofia moral tinha por objetivo criar seres humanos livres e civilizados, pessoas de requinte e julgamento, cidadãos, mais que apenas sacerdotes e monges.
Os estudos humanísticos e as grandes conquistas artísticas da época foram fomentados e apoiados economicamente por grandes famílias como os Medici, em Florença; os Este, em Ferrara; os Sforza, em Milão; os Gonzaga, em Mântua; os duques de Urbino; os Dogos, em Veneza; e o Papado, em Roma.
No campo das belas-artes, a ruptura definitiva com a tradição medieval teve lugar em Florença, por volta de 1420, quando a arte renascentista alcançou o conceito científico da perspectiva linear, que possibilitou a representação tridimensional do espaço, de forma convincente, numa superfície plana. Os ideais renascentistas de harmonia e proporção conheceram o apogeu nas obras de Rafael, Leonardo da Vinci e Michelangelo, durante o século XVI.
Houve também progressos na medicina e anatomia, especialmente após a tradução, nos séculos XV e XVI, de inúmeros trabalhos de Hipócrates e Galeno. Entre os avanços realizados, destacam-se a inovadora astronomia de Nicolau Copérnico, Tycho Brahe e Johannes Kepler. A geografia se transformou graças aos conhecimentos empíricos adquiridos através das explorações e dos descobrimentos de novos continentes e pelas primeiras traduções das obras de Ptolomeu e Estrabão.
No campo da tecnologia, a invenção da imprensa, no século XV, revolucionou a difusão dos conhecimentos e o uso da pólvora transformou as táticas militares, entre os anos de 1450 e 1550. 
No campo do direito, procurou-se substituir o abstrato método dialético dos juristas medievais por uma interpretação filológica e histórica das fontes do direito romano. Os renascentistas afirmaram que a missão central do governante era manter a segurança e a paz. Maquiavel sustentava que a visto (a força criativa) do governante era a chave para a manutenção da sua posição e o bem-estar dos súditos. 
O clero renascentista ajustou seu comportamento à ética e aos costumes de uma sociedade laica. As atividades dos papas, cardeais e bispos somente se diferenciavam das usuais entre os mercadores e políticos da época. Ao mesmo tempo, a cristandade manteve-se como um elemento vital e essencial da cultura renascentista. A aproximação humanista com a teologia e as Escrituras são observadas tanto no poeta italiano Petrarca como no holandês Erasmo de Rotterdam, fato que gerou um poderoso impacto entre os católicos e protestantes.


2. LITERATURA

A renovação geral no conhecimento que começou na Europa e o descobrimento do mundo novo em 1492, trouxe consigo uma nova concepção da ciência e das investigações e formas distintas de fazer arte. 
Surgiu então uma forma literária que logo desembocaria a novela, que tomou renome nos séculos posteriores. Uma das mais conhecidas dessa primeira época é A Utopia, de Thomas More. 
Já as obras dramáticas de entretenimento (opostas ao propósito da moral) voltaram à cena. William Shakespeare é um dos mais conhecidos nomes no teatro e talvez o mais notável, embora existam outros, como Christopher Marlowe, Molière e Ben Johson. 
O Renascimento surge entre os séculos XIV e XVII na civilização europeia, com a intenção de reviver a literatura clássica greco-romana. 
Durante o período renascentista várias mudanças ocorreram. A princípio, a denominação deste movimento cultural propõe uma ressurreição do passado clássico, fonte de inspiração e modelo seguido. 
Logo, o homem é valorizado, bem como a natureza, pois é concreta e visível. O humanismo e antropocentrismo se despontam em oposição ao teocentrismo, ao divino, ao sobrenatural. 
O ser humano começa a se vangloriar por sua razão, por sua capacidade de raciocínio, por seu cientificismo. 
Logo, todas as formas de arte refletem esse ideário: a literatura, a filosofia, a escultura e a pintura. Nessa última destacam-se: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael e Botticelli. 
A nova realidade econômica, com a decadência do feudalismo e ascensão do capitalismo, por si só, exigiu uma reformulação na arte. Afinal, os burgueses começavam a frequentar universidades e as grandes navegações aceleravam ainda mais o processo cultural através do comércio. 
Enquanto isso, os autores humanistas italianos se despontavam: Dante Alighieri, Francesco Petrarca e Giovanni Boccaccio. 
Contudo, os autores tipicamente renascentistas são portugueses: Sá de Miranda, Antônio Ferreira e Luís de Camões. 
A literatura tenta recuperar a Antiguidade Clássica através da retomada de seus modelos artísticos. Assim, a busca pela perfeição estética e a pureza das formas, trazem de volta os sonetos, a ode, a elegia, a écloga e a epopeia, inspirados em Homero, Platão e Virgílio. A medida nova, além da utilização de versos decassílabos, que substituíram as redondilhas (medida velha), consistia na adoção de várias formas fixas, assimiladas dos modelos gregos, latinos e dos modelos italianos, mais recentes. 
Contudo, apesar da aceitação das novas formas literárias introduzidas pelo Classicismo, notadamente as poéticas, mais identificadas com a inclinação portuguesa para o lirismo que a prosa romanesca, o espírito medieval não foi completamente abandonado. Por isso, o Quinhentismo luso constituiu uma época bifronte, pela coexistência e, não raro, pela interinfluência das duas formas de cultura: a medieval, popular, tradicional, materializada na medida velha, e a clássica, erudita, renascentista, que se expressava por meio da medida nova. Esse bifrontismo é lugar-comum entre os autores portugueses da época renascentista, cujas aparentes contradições só podem ser explicadas quando se tem em vista a ambivalência cultural da época.


2.1 CARACTERÍSTICAS

1. Equilíbrio e harmonia - de forma e fundo. Clareza, mentalidade aberta, intensidade vital, ímpeto progressista, euforia, ânsia de glória e perenidade, apreço pelo humano, sentido do nu artístico. Racionalismo, primado da razão que governa as emoções e os sentimentos. Sobriedade, simetria, simplicidade. 

2. Culto da Antiguidade Greco-Latina - Retomada das regras e modelos clássicos e da disciplina gramatical, poética e retórica dos antigos. Presença da mitologia, dos deuses pagãos usados como figuras literárias e claras alegorias. 

3. Universalismo - Apego aos valores transcendentais (o Belo, o Bem, a Verdade, a Perfeição). Ajustado a sistemas racionais, simplificação por lucidez técnica, simetria. 

4. Imitação - Autores gregos e latinos são tomados como modelos ideais de verdade, beleza e perfeição. A obediência às formas e gêneros da Antiguidade prevalece sobre o impulso pessoal e sobre a busca da originalidade. 

5. Ideal ético-estético - Seguindo os gregos, a ideia de Beleza estava sempre associada à de Bem, como um ideal de perfeição simultaneamente estético e ético. O Belo é o Bem e vice-versa. 

6. Verossimilhança - Os clássicos entendiam que o belo é racional, o verdadeiro, e o verdadeiro é o natural. Daí a valorização da natureza e sua imitação artística. 

7. Fusionismo - A fusão do racionalismo e paganismo com a tradição judaico-cristã levou Camões a harmonizar divindades da mitologia pagã com personagens bíblicas do Antigo e Novo Testamento.


3. ESCULTURA

A escultura renascentista distingue-se da gótica essencialmente por deixar de ter a função de elemento ornamental, valendo por si mesma. Entende-se como um processo de recuperação da escultura da Antiguidade clássica. Os escultores encontraram nos vestígios artísticos e nas descobertas de sítios dessa época passada a inspiração perfeita para as suas obras. Voltou-se à representação do nu, as estátuas equestres foram retomadas, sendo exemplo de realismo. Também se inspiraram na natureza. Neste contexto se tem de levar em conta a exceção dos artistas flamengos ao norte da Europa, os quais, para além de superar o estilo figurativo do gótico, promoveram um Renascimento alheio ao italiano, sobretudo na pintura. 
O renascer à antiguidade com o abandono do medieval, que para Giorgio Vasari "fora um mundo próprio de godos", e o reconhecimento dos clássicos com todas as suas variantes e matizes foi um fenômeno quase exclusivamente desenvolvido na Itália. A arte do Renascimento conseguiu interpretar a natureza e traduzi-la com liberdade e com conhecimento em múltiplas obras mestras. 
Tomou como base e modelo as obras da antiguidade clássica e a sua mitologia, com uma nova visão do pensamento humanista e da função da escultura na arte. Como na escultura grega, procurou-se a representação naturalista do corpo humano nu com uma técnica aperfeiçoada, graças ao estudo meticuloso da anatomia humana. Na Itália conviveram os temas profanos com os religiosos; não assim em outros países como a Espanha e a Alemanha, nas quais prevaleceu o tema religioso. 
O corpo humano representou a beleza absoluta, cuja correspondência matemática entre as partes encontrava-se bem definida, e o contra posto foi usado constantemente de Donatello a Michelangelo. Nesta época é quando se deu praticamente a libertação da escultura do quadro arquitetônico, os relevos foram realizados com as regras da perspectiva e as personagens mostravam-se com expressões de dramatismo que levavam a sensação de grande terribilità nos sentimentos expostos nas esculturas de Michelangelo, como no rosto do seu Davi. 
Um papel fundamental foi o mecenas, representado pela igreja e por personagens da nobreza que obtinham prestígio social e propaganda política com o seu mecenato. O mecenato abarcou todos os temas: religiosos, mitológicos, de vida cotidiana, retratos de personagens, etc. 
Reapareceu com o Renascimento a glíptica greco-romana, que se esquecera quase por completo durante a Idade Média na lavra de pedra fina (salvo algumas mostras de arte bizantina), e desde o século XVI lavraram-se preciosos camafeus de gosto clássico, tão perfeitos que, às vezes, chegam a ser confundidos com os antigos. Porém, quase não alcançou a restabelecer-se o uso dos entalhes de pedra fina, tão prediletos das civilizações grega e romana. Estes pequenos relevos serviram como modelo, após engrandecidos, para a decoração por parte de escultores em grandes medalhões para palácios da Itália e da França.

Figura 1 – A Pietà (1499-1500) - Michelangelo 


4. PINTURA

A definição de Pintura renascentista surge na Itália durante o século XV inserida, de um modo geral, no Renascimento. Esta pintura funda um espírito novo, forjado de ideais novos e em novas forças criadoras. Desenvolve-se nas cidades italianas de Roma, Nápoles, Mântua, Ferrara, Urbino e, sobretudo, em Florença e Veneza (principais centros que possuíam, entre os séculos XV e XVI, condições econômicas, políticas, sociais e culturais propícias ao desenvolvimento das artes como a pintura). Não se pode dizer, no entanto, que seja um estilo na verdadeira acepção do termo, mas antes uma arte variada definida pelas individualidades que lhe transmitiram características estilísticas, técnicas e estéticas distintas. 
As raízes baseiam-se na Antiguidade Clássica (tomadas a partir da cultura e mitologia grega e romana, e dos vestígios quer arquitetônicos quer escultóricos existentes na península itálica) e na Idade Média (captadas em sentido evolutivo e, sobretudo da obra de Giotto que teve na sua arte do século XIII, o pronuncio dos princípios orientadores da pintura do Renascimento).


4.1 ELEMENTOS TÉCNICOS
Nos elementos técnicos pode-se incluir:
  • Perspectiva rigorosa e científica, que permite um tratamento real do espaço e da luz; 
  • Pintura a óleo, que apareceu em Itália em meados do século XV, devido às trocas comerciais a partir de Veneza com o Flandres. Substituíram-se, gradualmente, as técnicas da têmpera e do fresco para a pintura a óleo que ao possuir maior tempo de secagem, permitiu a elaboração de modelados e veladuras;
  • A utilização de novos pigmentos aglutinantes (como o óleo) que possibilitava novas associações e graduações da cor; 
  • Novos suportes como a tela e o cavalete que facilitaram a difusão das correntes estéticas uma vez que permitiram uma circulação mais fácil das obras. 
  • Técnica do “sfumato”, técnica da graduação de cor e da transição suave da sombra para a luz.


4.2 ELEMENTOS FORMAIS

Nos elementos formais inclui-se:
  • Inclusão nas obras de cenários arquitetônicos; 
  • Grande naturalidade e realismo anatômicos.


4.3 ARTISTAS / OBRAS

Figura 2 - Leonardo da Vinci

Figura 3 - Monalisa (1503 e 1506) 

Figura 4 - Di Cavalcanti 

Figura 5 - Nascimento de Venus (1940) 

Figura 6 - Michelangelo 

Figura 7 - Nascimento do Homem (1508 a 1512)


5. MÚSICA

Música renascentista refere-se à música europeia escrita durante a renascença, ou seja, no período que abrangeu, aproximadamente, os anos de 1400 EC a 1600 EC. A definição do início do período renascentista é difícil devido à falta de mudanças abruptas no pensamento musical do século XV. Adicionalmente, o processo pelo qual a música adquiriu características renascentistas foi gradual, não havendo um consenso entre os musicólogos, que têm demarcado seu começo tão cedo quanto 1300 EC até tão tarde quanto 1470 EC. A pesquisa musicológica recente, entretanto, sugere que o conceito de início, de um modo geral, deve ser evitado, devido às dificuldades extremas ao definir o significado e a demarcação da época para o termo. Entretanto, é seguro se afirmar que o movimento humanista italiano revelando e divulgando a estética das antigas Roma e Grécia, contribuiu, num nível conceitual, para uma revalidação acelerada da música, mas sua influência direta sobre a teoria musical, composição e interpretação é apenas sugestiva. 
Num breve destaque ás principais características e transformações da música na Renascença, primeiramente se pode dizer que foi uma era em que se desenvolver e se valorizou extremamente a polifonia vocal, já que a grande maioria da música deste período foi composta pensando em vozes independentes organizadas verticalmente por regras de consonância e dissonância, regras de contraponto, e a própria polifonia erudita – escrita e teórica – se desenvolver a partir do canto (organum). Além disso, o pensamento dessa época foi extremamente influenciado pela filosofia clássica que valorizava muito a união entre a música e palavra – o canto. 
A polifonia existia desde a Idade Média. No entanto, no século XIV surge um novo estilo de composição na França. A “Ars Nova”, caracterizando por seus ritmos e inflexões melódicas complexas e pela preferência ao uso dos intervalos de terças e sextas (consonâncias imperfeitas) em tempos fortes e movimentos paralelos. Percebe-se na música francesa e italiana um sentido harmônico, principalmente na prática da música ficta, em que algumas notas eram alteradas para modificar o caráter de certos intervalos em cadências e tratamento do trítono, por exemplo. 
No século XV, uma técnica de composição inglesa afeta toda a composição, é chamada de “fauxbourdon”. Esta era uma composição a duas vozes que evoluíam em sextas intercaladas com oitavas, às quais eram acrescentadas uma terceira voz que movia-se uma quarta abaixo da voz soprano ( Voz cantada no tom agudo). Deste modo, propunha uma sonoridade homofônica dando ênfase à voz aguda. 
O século XVI é marcado por influências do pensamento clássico na música, que concebe a música como força que educa e incita as paixões do homem, além de dar extremo valor às palavras que a compõem, uma vez que a música e poesia era uma coisa só. Sendo assim, os compositores passam a se preocupar com a adaptação da música ao texto e utilizam para isto, modos que correspondem e expressão de diversos estados de espírito. 
No início desse mesmo século, a música impressa surge como atividade comercial e, em todo o período, a música instrumental adquire maior importância. Os instrumentos de corda dedilhada foram muito apreciados na Renascença e participavam ativamente no repertório musical da época. Dentre os vários instrumentos da época, dois foram muito populares: O Alaúde e a Vihuela.


CONCLUSÃO

Aprendemos que o Renascimento foi uma época de grandes inovações, de investimento estético e artístico, de grande profusão de talentos artísticos, literários, musicais. O Renascimento foi uma época de descoberta científica, nos campos da filosofia, da matemática, na parte artística e etc. 
No Renascimento surgiu um novo conceito de beleza, em que ele herdou uma desconfiança fundamental do corpo, da sua natureza efêmera, dos seus apetites perigosos e das suas inúmeras fraquezas. A Europa do século XVI viria a caracterizar-se tanto pela vergonha em relação ao corpo (na parte artística), à sua aparência e à sexualidade, como viria a celebrar-se pelo seu culto da beleza e pela redescoberta do nu.


REFERÊNCIAS

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