quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Escola de Bauhaus

ESTRUTURA
1. Introdução
2. Divisões
2.1. – a fundação
2.2. – a consolidação
2.3. – a desintegração
3. Conceito
4. Filosofia da escola
5. Características
6. Os grandes mestres da escola
6.1. ‘’O fundador” – Walter Gropius
6.2. ‘’O funcionalista’’ – Hannes Meyer
6.3. ‘’O simplista’’ – Mies Van der Rohe
6.4. ‘’O designer’’ – Marcel Breuer
6.5. ‘’O tipógrafo’’ – Herbert Bayer
7. International Style
8. Conclusão
9. Bibliografia

A ESCOLA DE BAUHAUS

1. INTRODUÇÃO
Foi uma escola de artes fundada em 1919 pelo arquiteto Walter Gropius, em Weimar, Alemanha, que unificou disciplinas como arquitetura, escultura, pintura e desenho industrial. Ela revolucionou o design moderno ao buscar formas e linhas simplificadas, definidas pela função do objeto – um visual “clean”, que você encontra hoje, por exemplo, nos produtos da Apple. Antes de ser fechada por Adolf Hitler, em 1933, a escola teve três fases, marcadas por diretores, sedes e ênfases diferentes.
Gropius ficou no comando até 1927. Hannes Meyer assumiu até 1929, com a escola já na cidade de Dessau, e cedeu o cargo a Mies van der Rohe, com a instituição realocada em Berlim.
2. A HISTÓRIA DA BAUHAUS PODE SER DIVIDIDA EM TRÊS PARTES:
2.1. - a fundação (1919– 1923);
Em sua primeira fase (1919-1923), Gropius estruturou a escola e fez as contratações necessárias para o seu bom funcionamento. Lyonel Feininger e Johannes Itten, bem como o escultor Gerhard Marck, foram chamados a lecionar na Bauhaus em 1919. Dentre estes Johannes Itten tornou-se um dos mais importantes mestres da Bauhaus.
O curso preliminar instaurado por ele foi a base para todo o desenvolvimento pedagógico da Bauahus. Todavia, a personalidade forte de Itten, suas atitudes boêmias, sub-culturais e suas atividades quase religiosas eram pontos de divergência com Gropius. Além destes pontos de divergência, Itten buscava um caminho individual, ignorando o mundo econômico, enquanto Gropius (então diretor da escola) buscava o contato com a indústria. Estas divergências acabaram por culminar com o afastamento de Itten em 1923.
2.2. - a consolidação (1923 – 1928);
Em sua segunda fase, a de consolidação, a Bauhaus (1923 –1928) firmou-se e reorganizou as suas oficinas alterando-lhes os nomes bem como os mestres. A Bauhaus funcionava da seguinte forma: Cada estudante da Bauhaus tinha de trabalhar, no curso de sua formação, em uma oficina por ele escolhida, depois de haver concluído com êxito o preparatório. Ali estudava ao mesmo tempo com dois mestres, um de artesanato e outro do design. Era preciso que passasse por dois professores diferentes, pois não havia artesãos que possuíssem suficiente fantasia para dominar problemas artísticos, nem artistas que possuíssem suficientes conhecimentos técnicos para dirigirem uma seção de oficinas.
Com o advento dos políticos conservadores ligados ao partido de direita que venceu as eleições nacionais de 1924, a Bauhaus foi ameaçada de dissolução no ano de 1925. É importante dizer que a Bauhaus era uma estatal e dependia de recursos do governo que considerava as idéias da escola subversivas demais para a época. Acrescente-se o fato de alguns professores tais como, Paul Klee, Wassily Kandisnky, Mohogy-Nagy, serem considerados bolchevistas e comunistas. Com isso são cortados os subsídios para a escola. Apesar de todos estes fatos, Gropius projetou e construiu um conjunto de prédios para ser a nova sede da escola na cidade de Dessau (Alemanha). No ano de 1926 a Bauhaus mudou-se para esta cidade.
Neste período consumou-se de fato a orientação da Bauhaus no sentido do estabelecimento de tarefas voltadas para a funcionalidade. Sob a tese “arte e técnica: uma nova unidade, uma abstração instrumentalista” domina a formulação de objetivos da Bauhaus.
2.3. - a desintegração (1928 – 1933);
Em 1928, Gropius despediu-se da Bauhaus, marcando o inicio da fase de desintegração. Nesta fase, a da desintegração, que vai de 1928 até 1933, o suíço Hannes Meyer sucedeu Gropius. Sob a sua direção, “a Bauhaus abandonou definitivamente a ideia de uma escola de arte, e tornou-se absolutamente imperiosa a ideia de um local de produção voltada à satisfação de necessidades sociais”
Em 1930, em decorrência de pressões políticas, uma nova direção assume a escola. Então, o diretor passou a ser o arquiteto Ludwig Mies Van der Rohe (1886 – 1969). Permanecendo fiel à trajetória traçada por Hannes Meyer, “sob sua direção foram mantidos na Bauhaus os traços de uma academia de arquitetura com algumas classes de design, duas classes de pintura livre e uma classe de fotografia”.
No entanto, introduziu algumas modificações na distribuição da carga horária da escola, reduzindo o trabalho de produção em benefício do programa de ensino. Dois anos após, em 1932, a Bauhaus mudou-se para Berlim e em 1933, sob pressão dos nazistas, teve suas atividades encerradas. As ideias da Bauhaus não eram aceitas pelo regime totalitário que estava em plena ascensão na Alemanha. Os ideais da escola eram considerados, pelo novo partido, comunistas e antipatriotas. Ressalte-se que após o fechamento da escola, em 1933, muitos de seus mestres emigraram para os Estados Unidos.
Portanto, Walter Gropius não é responsável por uma ruptura. Pelo contrário, ele se inspirou em modelos pedagógicos já estabelecidos. Entretanto, há uma contradição com o que o arquiteto pregava, ou seja, o rompimento com o passado. Na Bauhaus não se ensinava história para que não ocorresse uma “imitação” de modelos já estabelecidos e, no entanto, a pedagogia instituída por esta escola conscientemente “foi inspirada nas Bauhütten medievais desenvolvidas nos séculos XII e XIII”.
No que diz respeito ao design, à arquitetura e ao ensino das artes, essa escola foi pioneira. Ao incorporar um modelo pedagógico já criado, contudo inovador, a Bauhaus possibilitou que fossem estabelecidas as bases do design propriamente dito, principalmente o industrial. Quanto ao ensino na Bauhaus, este era ministrado por um mestre artista e um mestre artesão e, apesar de certa hierarquia, sendo o artesão subjugado ao artista, isso deu certo. O curso preliminar, instituído por Johannes Itten, onde os alunos desenvolviam a capacidade de observação e tinham contato com os materiais, as cores e as formas, pode ser considerado como a espinha dorsal para a pedagogia da Bauhaus. Esta “forma de ensinar” possibilitou conciliar no aluno a técnica dos artesãos e a “criatividade” dos artistas.
3. CONCEITO
O primeiro diretor da Bauhaus, o arquiteto Walter Gropius, anunciou que o escopo específico da escola era o de quebrar as barreiras entre o artista e o artesão praticando uma “comunidade de todas as formas de trabalho criativo e, em sua lógica, interdependência de um para com o outro no mundo moderno”. Gropius considerava a base do “saber fazer” de suma importância para todo artista. Mais do que causar uma “revolução” do pensamento dos arquitetos, escultores e pintores era pretensão de conferir ao artista uma "posição social" que fora perdida no século XIX, propiciando-lhe atuar socialmente e de maneira construtiva na configuração da realidade.
4. FILOSOFIA DA ESCOLA
"A arquitetura é a meta de toda a atividade criadora. Completá-la e embelezá-la foi, antigamente, a principal tarefa das artes plásticas... Não há diferença fundamental entre o artesão e o artista... Mas todo artista deve necessariamente possuir competência técnica. Aí reside sua verdadeira fonte de inspiração criadora... Formaremos uma escola sem separação de gêneros que criam barreiras entre o artesão e o artista. Conceberemos uma arquitetura nova, a arquitetura do futuro, em que a pintura, a escultura e a arquitetura formarão um só conjunto."
5. CARACTERÍSTICAS
A Bauhaus foi a escola mais importante do século XX no âmbito de desenho industrial, arquitetura e artes. A mesma tinha como lema “a construção do futuro”. Os alunos eram encorajados a ter mais liberdade de criação, fugindo do que era feito antes da criação da escola. Outra meta da escola era formar profissionais que tivessem conhecimento dos processos de trabalho e dos materiais. “O aluno aprendia, fazendo”. Unia arte à tecnologia para atender às demandas da sociedade industrial.
A escola possuía três objetivos, o primeiro era reunir todas as artes, combinando todas as suas habilidade e técnicas. O segundo era dar maior reconhecimento para as peças artesanais (mobiliários e objetos decorativos), como também a pintura e a escultura, etc. E o terceiro era manter contato com as indústrias, a fim de conseguir a independência na venda dos seus projetos. A mesma possuía alguns ateliers. Dentre eles destacam-se: Atelier de Tecelagem, Atelier de Metal, Atelier de Mobiliário ou Carpintaria. A escola procurava dar atenção às características específicas dos diferentes materiais como madeira, metal, vidro e outros; possuía a ideia de que a forma artística provem de um método; buscavam englobar forma, função e o recurso das novas tecnologias. Nas aulas práticas de oficina, o aluno estudava desenho, geometria, composição, materiais, e teoria das cores. Ensinava-se a determinar a forma do objeto primeiramente pela sua função. Cria - se o conceito de ergonomia.
Procurava-se criar padrões de qualidade. Os objetos não possuíam muitos detalhes, mas eram valorizados pelas funções. As cores que predominavam eram o vermelho, o azul e o amarelo, o geométrico e o assimétrico substituindo o ornamento.
6. OS GRANDES MESTRES DA ESCOLA
6.1. O FUNDADOR
WALTER GROPIUS (1883-1969)
Principais projetos: A fábrica Fagus, em Alfeld, Alemanha (1911), a sede da Bauhaus, em Dessau, Alemanha (1925), e o pavilhão da Pensilvânia para a Exposição Universal de Nova York (1939).
Criou a Bauhaus ao fundir duas outras escolas, a de Artes Aplicadas e a Academia de Belas-Artes da Saxônia, após a Primeira Guerra Mundial. Seu período na direção, de 1919 a 1927, ficou conhecido como “anárquico expressionista”, já que sua proposta unificadora desafiava várias tradições.
A fábrica Fagus, em Alfeld an der Leine, na Alemanha, acaba de virar patrimônio mundial da Unesco.
6.2. O FUNCIONALISTA
HANNES MEYER (1889-1954)
Principais projetos: Petersschule , em Basel, Suíça (1926), e a sede da Liga das Nações, em Genebra, Suíça (1926-1927), mas ambos não saíram do papel.
Para o sucessor de Gropius, o processo de construção tinha de levar em conta as necessidades humanas – biológicas, intelectuais, espirituais e físicas. Por isso, o funcionalismo e o conforto passaram a ser levados tão a sério a partir de então. Embora Meyer fosse arquiteto, foi sob seu comando que o design industrial ganhou evidência na Bauhaus.
6.3. O SIMPLISTA
MIES VAN DER ROHE (1886-1969)
Principais projetos: Pavilhão alemão para a Exposição Internacional de Barcelona (1929), Promontory Apartments, em Chicago (1951), e Seagram Building, em Nova York (1956-1959).
Antes fã do estilo neoclássico, converteu-se à simplicidade da Bauhaus e cunhou a frase “menos é mais”. Último diretor da escola, ficou famoso por usar muito vidro e aço em seus arranha-céus.É considerado um dos arquitetos mais importantes do século 20.
6.4. O DESIGNER
MARCEL BREUER (1902-1981)
Principais projetos: Cadeira Wassily (1925-1926) e Short Chair (1936). Foi designer e arquiteto, mas se destacou mesmo pela produção de mobiliário. Um de seus toques revolucionários foi o amplo uso de tubos de metal. Considerado por alguns críticos um dos “últimos verdadeiros arquitetos funcionalistas”, no fim da carreira foi para os EUA e passou a projetar grandes prédios ao lado de seu ex-professor, Van der Rohe.
6.5. O TIPÓGRAFO
HERBERT BAYER (1900-1985)
Principal projeto: O alfabeto universal Sturm Blond (1925).
Os princípios de geometrização e funcionalismo também prevaleceram na tipografia – a arte de criar fontes de letras (como a Times New Roman e a Arial). Bayer bolou uma espécie de alfabeto universal, só com letras minúsculas e reduzidas às formas gráficas mais simples possíveis. Seu argumento? Quando falamos, não existe “maiúsculas” ou “minúsculas”.
7. INTERNATIONAL STYLE
O arquiteto alemão Ludwig Mies van der Rohe assumiu o cargo de direção na Bauhaus. Enraizado nas tendências vanguardistas (Expressionismo, o Suprematismo, o Construtivismo russo e o De Stijl), ele foi uma figura importantíssima dentro do que é conhecido como Estilo Internacional.
Da arquitetura á tipografia (momento de surgimento da nossa amada Helvética), o estilo internacional descartava o ornamento, priorizando a funcionalidade, o racionalismo, a geometria clara e a sofisticação. Van der Rohe foi o criador de uma das frases mais famosas entre os designers: "Less is more (Menos é mais)".
8. CONCLUSÃO
O pioneirismo da visão funcionalista do design da Bauhaus teve um impacto fundamental na subsequente prática do design industrial e forneceu o alicerce filosófico do qual o movimento moderno emergiu. A Bauhaus teve também um profundo impacto na forma como o design foi ensinado e, muito especialmente, sentido.
9. BIBLIOGRAFIA
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-foi-a-bauhaus
Rainer Wick, Pedagogia da Bauhaus, terceira edição, Martins Fontes, 1989 Walter Gropius, Bauhaus: Novarquitetura, primeria edição, Editora Perspectiva
http://portalarquitetonico.com.br/bauhaus/

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