segunda-feira, 23 de março de 2015

RESENHA: Livro ''A Modernidade Superada''

Capítulos:
- O Lugar Metropolitano da Arte;
- A Fragilidade da Arquitetura Moderna;

RESENHA

     Os capítulos apresentados são ‘’O lugar metropolitano da arte’’ e ‘’ A fragilidade da arquitetura moderna’’, ambos do livro ‘’A modernidade superada’’, publicado em 1997 com atualização em 2013, 1ª Ed. MONTANER, Josep Maria, Barcelona / ES.

     No primeiro capítulo apresentado ‘’O lugar metropolitano da arte’’ Josep traz a arte ligada a arquitetura desde séculos passados, ligando os jardins e construções com inspiração em obras de arte, fazendo uma linha cronológica até os dias atuais, onde apresenta a ideia que a influência da arte na arquitetura se manifesta em diferentes níveis, desde as inspirações em artes plásticas até o revisamento das tradições da própria arquitetura para emergir novas formas enriquecedoras; Ainda neste capítulo cita a importância da arte e arquitetura no espaço público onde destaca a criação de monumentos que refletem a junção de ambas, seja como esculturas em praças ou reunião destas em um museu. Cita ainda alguns textos de autores André Antonili e Yves-Henry Bonello, que permitem detectar as diferenças entre o velho e o novo mundo.

     O segundo capítulo apresentado ‘’A fragilidade da arquitetura moderna’’ direciona dois aspectos de interpretar a arquitetura moderna, o conceitual que são as ideias baseadas na ruptura com o passado e o físico que são as formas que a arquitetura recorre a novas tecnologias e materiais trazendo leveza e fragilidade, ainda o desenvolvimento da arquitetura moderna no entreguerras período de produção limitada, condicionada pela crise econômica de 1929 e o pós-guerra de 1945 a 1965, onde a arquitetura foi transformada para adaptar a culturas de cada lugar.

     Neste mesmo capítulo menciona como foram feitas as primeiras restaurações, as técnicas usadas e a mudança no modo de se restaurar ao longo do século XX. Demonstra a diferença da tipologia da arquitetura moderna após a segunda revolução industrial, onde deixa de serem construídas somente escolas, hospitais e industrias e passa a ser projetado bibliotecas, cinemas, cujo hoje a maioria dos edifícios que ficaram em áreas centrais foram demolidos para iniciação de áreas comerciais. Em outro tópico cita a evolução dos materiais utilizados pela arquitetura moderna, onde começou a se utilizar a produção em serie, através da industrialização do mesmo.

     Por fim traz paradoxos como os tecnológicos em que cita a utilização do concreto armado e da estrutura metálica mostrando a utilização de ambas através das vantagens e desvantagens de cada uma, paradoxos funcionais demostra a criação de edificações que podem mudar sua funcionalidade para se adaptar a uma nova atividade ou função e paradoxos simbólico conceituais que traz a referência de que toda obra deve ser inovadora, mostrando-se sempre reluzente, para que não se torne uma inovação congelada pelo tempo.

     Após mais de uma década da sua primeira publicação é perceptível como os assuntos abordados nos capítulos apresentados se encaixam nos dias atuais. Levando os fatos em consideração, é recomendado leitura dos capítulos para integrantes da área da construção civil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário