segunda-feira, 29 de junho de 2015

Parque Ibirapuera



Conceito Histórico
A região alagadiça (Ibirapuera (ypi-ra-ouêra) significa "árvore apodrecida" em língua tupi "ibirá", árvore, "puera", o que já foi) que havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, era até então uma área de chácaras e pastagens.
Já na década de 1920, o então prefeito da cidade - José Pires do Rio - idealizou a transformação daquela área em um parque semelhante a existentes na Europa e Estados Unidos, como o Bois de Boulogne em Paris, o Hyde Park em Londres ou o Central Park em Nova Iorque. O obstáculo representado pelo terreno alagadiço frustrou a ideia, até que um modesto funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes. Apaixonado por plantas, Manequinho iniciou em 1927 o plantio de centenas de eucaliptos australianos buscando drenar o solo e eliminar a umidade excessiva do local.
Finalmente, em 1951, o então governador Lucas Nogueira Garcez institui uma comissão mista - composta por representantes dos poderes públicos e da iniciativa privada - para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o marco das comemorações do IV Centenário da cidade. 
Coube ao arquiteto Oscar Niemeyer a responsabilidade pelo projeto arquitetônico e a Roberto Burle Marx, o projeto paisagístico (embora este nunca tenha sido executado), sendo, no entanto, construído o projeto do engenheiro agrônomo Otávio Augusto Teixeira Mendes.
Três anos depois, no entanto, o aniversário da cidade, em 25 de janeiro de 1954, não pode contar com a inauguração do Parque, que só ficaria concluído sete meses depois. A inauguração em agosto, contou com 640 estandes montados por treze estados e dezenove países, merecendo a construção, pelo Japão, de uma réplica do Palácio Katsura, ainda hoje atração do Parque e conhecida como Pavilhão Japonês. 
Desde 1999, a Sabesp - empresa de saneamento paulista, instalou uma estação de flotação, garantindo a qualidade das águas dos lagos que compõem o parque.

Projeto Paisagístico

Sob gestão municipal de Pires do Rio, em 1926 surgem as primeiras idéias da possibilidade de transformar a área do Ibirapuera em um grande parque público. Nesse mesmo ano, influenciado pela questão higienista relacionado a pântanos e áreas alagadiças ocorre a efetiva ocupação e higienização da área do Ibirapuera, visto que áreas nessas condições eram consideradas focos de doenças (OLIVEIRA, 2003).Assim, Manuel Lopes de Oliveira, vulgo “Manequinho Lopes”, inicia o trabalho de drenagem da área com o uso de eucaliptos, amplamente difundido na Europa. Foram utilizados eucaliptos australianos, exemplares ainda encontrados atualmente no parque.
Os eucaliptos, além de contribuírem na drenagem da área, forneceram sombra para que outras espécies pudessem se desenvolver, ocorrendo a disseminação de inúmeras espécies nacionais e estrangeiras.
A plantação dos eucaliptos, em grande número sob alógica da eficiência botânica, ao olhar mais cuidadoso, demonstra respeitar linhas diretoras, desenhos que permitissem o aproveitamento mais racional das mudas e a melhor ocupação da área. A lógica da implantação dos eucaliptos pode ser percebida a partir de uma visão mais acurada sobre o existente. Há um número maciço de árvores, próximas e relacionadas por linhas geométricas claras. A plantação não se deu a esmo ou de modo aleatório, teve uma preocupação racionalista de resolver um problema da melhor forma possível para o momento, além de contribuir para a construção da paisagem com a marcação de grandes massas de vegetação, balizando o local, construindo os seus primeiros referencias verticais.”
“Muitas espécies foram plantadas destacando-se árvores representativas brasileiras, pela nobreza das madeiras associadas a uma composição com a flora regional. Concebeu um bosque atrás do lago a partir de plantas existentes complementadas por árvores autóctones, além plantadas, como o carvalho brasileiro, pau-brasil, guatambu, cedro-rosa, e jatobá, plantadas em substituição às retiradas em outros locais.” 
Atualmente, podem ser encontradas no parque, graças ao trabalho do viveiro de Manequinho Lopes, espécies como Pau-Brasil, Pau-Ferro, Pau-Jacaré, Sibipiruna, Tipuana e Ipê.





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