segunda-feira, 29 de junho de 2015

Resumo Vídeo: Arquitetura Brasileira Colonial do Rio de Janeiro


Os portugueses descobriram o Brasil em 1500, porém, em 1530 ocuparam Rio de Janeiro, especialmente o Morro do Castelo, que era cercado por terrenos alagadiços, apropriados para construírem a sua fortaleza, e foi onde os jesuítas instalaram a sua igreja e convento.
A escolha do Morro do Castelo foi uma escolha estratégica, pois ficava entre o morro cara de cão e o pão de açúcar trazendo uma proteção natural para aquela vila, além do formato da baia garantir segurança na ocupação contra invasões e corsários.
Ao longo dos anos foram erguidas várias fortificações no entorno do morro para garantir a defesa da ocupação portuguesa.
Em seus primeiros anos o Rio de Janeiro sofreu diversas tentativas de invasões, inclusive uma que virou colônia francesa, a França Antarctica que se expandiu onde é a atual Ilha do Governador, a invasão durou até 1567, quando os franceses foram combatidos por Mendes Sá e seu sobrinho Estácio de Sá.
Em 1565 pouco antes, para melhor ocupar e defender as terras, Estácio de Sá funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Após doze anos da fundação do Rio de Janeiro, Catarina de Medicis, então rainha da França manda espiões para a retomada da cidade.
A cidade fundada sobre o morro do castelo teve um grande crescimento promovendo a ocupação da várzea compreendida entre os quatros morros.
Conforme a população se expandia houve adaptações importantes, o Rio de Janeiro praticamente transferiu-se do Morro do Castelo para a praia.
Em 1763 o Rio de Janeiro se tornou a nova capital do país, se transformando no maior centro urbano do país, para isso teve que passar por diversas modificações, grandes áreas foram aterradas para construção de ruas e logradouros públicos, duas construções da segunda metade do século XVIII são símbolos da cidade até hoje: os arcos da lapa e o passo da cidade, então cede do novo governo.
Na conquista do espaço urbano, os problemas do crescimento começam a aparecer, a cidade amplia seu traçado, pelos possíveis espaços possíveis, sem planejamento, com quadras retangulares, na medida do possível e os lotes sem recuo. A cidade inicia seu traçado com influências renascentistas europeias, com ruas paralelas e perpendiculares, mas sem rigidez em sua implantação.
A condição sanitária era precária e junto com o problema do escoamento de águas pluviais, tornava-se ainda pior.
Com a vida da família real ficou claro que as condições da cidade era precária, a cidade não tinha uma infraestrutura adequada para receber a quantidade de pessoas da corte, funcionários públicos, etc., as condições sanitárias e de abastecimento deixavam muito a desejar.
O vice-rei viria num edifício que nuca chegou a ser concluído, faltava moveis e estruturas, o dinheiro circulava, mas não adequadamente, ele mal teve tempo pois as melhores residências da cidade foram registradas com o símbolo P.R. príncipe regente que significava que quem vivesse ali deveria deixar a casa para que algum nobre a ocupasse, a decisão de Dom João foi um de seus decretos mais polêmicos.
Dom João também tentou acabar com as sujeiras das ruas, com o comércio ilegal e com o roubo, foi então implantada a policia.
Com a vinda da família real portuguesa houve a abertura dos portos, a biblioteca nacional, o barco do Brasil, a academia militar, as escolas de medicina, o jardim botânico e a escola de belas artes, entre outras.
O porto foi instrumento logístico para o domínio do território pelos portugueses e para a exportação colonial.
A sucessão de ciclos de exportação com a cana-de-açúcar, do ouro das Minas Gerais e do café foi acompanhado pela evolução da função comercial da cidade.
Com o inevitável desenvolvimento comercial, surgem os primeiros projetos para o desenvolvimento do porto. Integram-se as Docas da Alfândega, aproximadamente entre 1893 e 1894, e logo depois as Docas D. Pedro II, em 1871.
O convento do carmo, á beira mar, os frades carmelitas instalaram-se  em 1590 e iniciaram a edificação de suas residências. Em 1619, os carmelitas obtiveram consentimento para a extração de pedras da ilha das enxadas, necessárias á construção do convento, inicialmente com 2 pisos depois acrescida de mais de um terceiro pavimento.
O paço imperial antiga casa dos governadores, residência dos vice-reis e palácio real e imperial. Extensa edificação, com dois pavimentos, inaugurada em 1743, sobe o risco do arquiteto Brigadeiro Alpoim, para dar residência aos governadores.
Em 1808, torna-se o paço real. Foi depois palácio imperial, onde fixou residência, Dão Pedro I, após a independência.
Residência da família Telles, conjunto de edificações, erguidas sob o risco do Brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, para o Dr. Francisco Telles de Menezes: três prédios contíguos, de feição nobre, com três pavimentos e telhado com beiral na sacada.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Encontra-se em ruínas a antiga ermida de N.S. Ó, próxima ao convento do carmo, foi demolida e em seu lugar, em 1752, iniciou-se o novo templo, terminando as obras em 1770.
Igreja da Ordem 3ª de N.S. do Carmo
Construção iniciada em 1775, edificada por Setubal – Templo de uma só nave e capela-mor profunda, ladeado por duas galerias.
Chafariz do Mestre Valentim
Construído em 1789, por ordem do vice-rei D. Luiz de Vasconcellos, o elegante chafariz, projeto do Mestre Valentim, é construído por uma edificação de base quadrangular, com as faces onduladas.
Varzea de Nossa Senhora do Ó, em 21de fevereiro de 1890, pouco depois do advento da Republica, receberia o nome de praça Quinze de Novembro.
Aqueduto da carioca: atualmente conhecido como Arcos da Lapa, tinha por finalidade de trazer águas das distantes nascentes do rio carioca para a cidade.
Igreja da Lapa do Desterro
Teve origem na Provisão de 02/02/1751, que autorizou a construção do seminário da Lapa pelo padre Ângelo de Siqueira.
As casas colônias tinham em sua fachada uma porta frontal e duas janelas que independente do tamanho das edificações tinham espaçamento de forma métrica. As diferenças sociais podiam ser percebidas pelos detalhes nos beirais quanto mais detalhes maior o poderio da família mais detalhes havia.
Arquitetura Religiosa
Fundada a cidade do Rio de Janeiro em 1565, seu território continuou sujeito ao Bispado da Bahia até 1575. A nova Prelazia estendia-se da capitania de Porto Seguro até o Rio da Prata.
Em função do grande números de igrejas que compõem a estrutura religiosa do Rio de Janeiro, apresenta-se a seleção de algumas com importantes aspectos da sua arquitetura.
Mosteiro de São Bento
A história do mosteiro tem inicio em 1590, quando um terreno foi doado aos monges beneditinos. Os planos do edifício foram traçados em 1617 pelo engenheiro militar português Francisco Frias de Mesquita, segundo a estética maneirista despojada (chã) vigente de Portugal na época. As obras foram de 1633 á 1671, o projeto foi alterado durante a construção de uma para três naves.
Igreja Nossa Senhora da Candelária
A fachada e o projeto geral de planta em cruz latina com cúpula sobre o transporte lembram muito certas obras do barroco português.
A primeira ermida foi construída em 1609 e depois reformada em 1710 na segunda metade do século XVIII, necessitava de ampliação, as obras começaram em 1775 e a inauguração com a igreja ainda inacabada ocorreu em 1811, em presença do príncipe regente e futuro rei de Portugal, Dom João VI.
Os altares do interior da igreja foram esculpidos pelo mestre Valentim, o grande artista do estilo Rococó do Rio de Janeiro.
Sendo esta uma das principais obras artísticas do século XIX brasileiro, pela arquitetura neoclássica e pela decoração interna exuberante, um estilo misto neoclássico e eclético.
As diversas partes da cúpula em pedra de lioz portuguesa, foram feitas em Lisboa, assim como as oitos estátuas que a enfeitam.
A decoração do interior da igreja segue um modelo neorrenascentista italiano com revestimento de mármores policromados nas paredes e colunas.
Igreja da ordem terceira do Carmo
A ordem terceira do Carmo ocupava uma capela próxima ao convento do Carmo quando decidiu construir uma igreja em 1752. O projeto e a execução são atribuídos ao português Manuel Alves Setúbal, com a planta modificada por Frei Xavier Vaz de Carvalho.
As obras duraram de 1755 a 1770, ficando as torres inacabadas. As torres atuais  de cúpulas bulbosas com azulejos só seriam construídas entre 1847 a 1850 pelo arquiteto Manuel Joaquim de Melo Corte Real, professor  de desenho da academia Imperial de Belas Artes.
A fachada possui portais, janelões e um frontão contra curvado típico do barroco. É a única por ser totalmente revestida com pedra sem o contraste entre a cantaria e o reboco branco, características da maioria das igrejas coloniais brasileiras.
A fachada de pedra assim como janelões, colunas e portais são influência da arquitetura lisboeta da época pombalina.
A igreja é de nave única com corredores e capela-mor retangulares.
Igreja Nossa Senhora do Carmo da antiga sé com três portais em estilo pombalino lisboeta na estrada, a Igreja, de capela-mor e nave única é coberta por uma abóbada de berço. Durante o reinado de D. Pedro I, recebeu nova fachada, construída de acordo com o risco do arquiteto Pedro Alexandre Cavroé.
O exterior foi alterado outras vezes, a última no inicio do século XX, quando recebeu a sua única torre. Toda obra de talha rococó é atribuída ao Mestre Inácio Ferreira Pinto.
Igreja e Convento de Santo Antônio
A pedra fundamental do convento e igreja foi posta em 04/06/1608, porém os frades só ocuparam o novo convento em 07/02/1615.
Em seu primeiro momento foi erguido com um só piso, foi tornando-se insuficiente para o número de frades residentes e, em 1748, foi substituído pelo atual, terminado em 1780.
Entre 1697 e 1701 a fachada da igreja do  convento foi ampliada, contando agora com uma gatilé com três arcos de entrada, mais tarde os arcos foram substituído por portais barrocos esculpidos em pedra de lioz.
O interior da igreja é tradicional e simples de forma retangular e com uma só nave. A capela principal e os altares laterais tem talha dourada do período entre 1716 e 1719.
O altar principal, com uma imagem de Santo Antônio, tem as típicas colunas retorcidas (salo mônicas) e arcos concêntricos de carregada decoração, as paredes e o teto da capela são decorados com imagens e painéis pintados que contam a vida de Santo Antônio.
Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro, possui frontispício de linhas sobreas, e empana triangular o revestimento completo de azulejos raros do século XIX guarnecem as duas torres da fachada, onde apenas uma e sineira. Três portas dão acesso ao interior do templo que tem nave única e quatro altares, além de três janelas que clareiam o coro, no altar-mor encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Carmo cujo camarim foi executado por Mestre Valentim.
Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro
Surgiu a partir de uma pequena imagem colocada numa gruta situada no morro do Outeiro, em 1608, porém só em 1714, foi iniciada a construção da igreja, seu exterior tem um perfil característico, com os dois corpos octogonais precedidos por uma torre quadrangular coroada com uma cúpula de forma acebolada. O primeiro piso da torre tem espaço abobado por onde se entra na igreja através de um portal.
Foi construída obedecendo a planta original composta por dois octógonos em formato de um 8. Seus três altares são em estilo rococó. Painéis de azulejos lisboetas, com temas bíblicos, forram parte das paredes da igreja, incluindo a sacristia.
Forte Duque de Caxias
O Forte Duque de Caxias, localiza-se no bairro do Leme. Tinha como objetivo a defesa da cidade contra qualquer desembarque no trecho sul da cidade. Sua construção foi ordenada entre os anos de 1776 e 1779, pois a cidade estava na iminência de uma invasão espanhola.
De formato retangular, construído em formato de bunker, com paredes e tetos grossos e arcos na entrada. Tinha como missão avisar as outras fortificações sobre embarcações inimigas que se aproximassem.
Em 1935 passou a se chamar Forte Duque de Caxias, em homenagem a Caxias, patrono do exercito brasileiro.
Fortaleza de São João e Forte de São José
Foi erguida na ponta do morro Cara de Cão, na entrada da barra da Baia de Guanabara, ao lado do morro do Pão de Açúcar, área hoje pertencente ao exercito brasileiro.
O Forte de São José foi construído em 1578. Possui estilo abaluartado, paredes curvas possuem arcos e pedra talhada, construída por três redutos e um grande Forte, sendo o terceiro forte mais antigo do Brasil. Tinha como objetivo proteger a entrada da Baia de Guanabara.
Forte Tamandaré / Forte da Laje
Localizado na ilhota de pedra conhecida como Ilha da Laje, com aproximadamente 100 metros de comprimentos por 60 de largura, o Forte é todo revestido por uma couraça de concreto e quase todo fechado, como em bunker.
Com o desenvolvimento dos portos a produção aumentou e era necessária a criação de estruturas capazes ou instalar a unidade produtiva: o engenho.
A cultura canavieira  assumiu importância crescente na vida econômica e social no Brasil no século XVII. Os senhores do engenho em época de produção iam para o interior.
A estrutura básica para o engenho era: Casa-grande; capela senzala; roda d’agua; moenda; roça; moradia dos trabalhadores livres; canavial; roça dos escravos; transporte de canas; transporte de lenha para a fornalha.
Sendo a casa-grande a moradia do senhor e sua família.
Senzala, habitação dos escravos sem conforto, dormiam no chão duro ou na palha.
Capela, local onde se realizavam os serviços religiosos católicos.

A arquitetura rural era basicamente funcionalista, com caráter exclusivamente utilitário. Exato as capelas que recebiam elementos estilísticos.

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