quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Chafarizes - Para abastecimento público

O primeiros registro sobre chafarizes para Abastecimento Público foi na Roma, no período 312 a.C.


A  água que vinha de locais mais altos chegava através dos aquedutos e por sua vez era distribuída pela cidade. Enquanto os ricos recebiam água em suas residências, a população mais pobre só podia retirar água das fontes e chafarizes públicos mediante o pagamento de uma taxa assim a população podia abastecer suas casas.

Já no Brasil, o primeiro indício de saneamento ocorreu em 1561, quando Estácio de Sá mandou escavar no Rio de Janeiro o primeiro poço para abastecer a cidade. Em 1673, deu-se início do primeiro aqueduto do País, que ficou pronto em 1723, transportando águas do rio Carioca em direção ao Chafariz, atualmente o aqueduto é conhecido como os Arcos da Lapa.



No período colonial (século XVII e XIX), o abastecimento de água sempre foi um problema, principalmente nas cidades mais importantes. 

Em regiões de serra, como Minas, havia grande abundância de nascentes, de "olhos d'água“, o que dava em algumas residências a facilidade do abastecimento doméstico. Mas, de modo geral, os governantes se preocuparam com o abastecimento público.




Daí, as fontes públicas, ou chafarizes, onde se vinham abastecer os escravos, com vasilhame que carregavam sobre as cabeças, segundo a antiga tradição portuguesa medieval: a água, canalizada para uma construção, distribuída por bicas ou carrancas, jorrando noite e dia e recolhidas em um tanque. Serviam também como bebedouro de animais.

Chafariz - Rua Mata-Cavalos
Rio de Janeiro
- Construído em 1817 por determinação de D. João VI;
- Águas captadas das nascentes para servir a população;
- Atendia ao tráfego de cocheiros e animais de rua;
- Serviu durante anos para o abastecimento local possuía quatro bicas;


Suas feições originais foram alteradas e hoje só restou a parte central


Essas construções consistiam, geralmente, em composição arquitetônica, ao sabor da imaginação dos construtores, executadas em alvenaria de pedra, e por vezes assumindo proporções consideráveis.



Eram localizadas nos pontos de maior aglomeração, dentro do espírito barroco (estilo artístico elaborado) da época. As cidades coloniais possuíam numerosos monumentos para esse fim, uma vez que não existia canalizações urbanas, nem para água, nem para esgotos.



Chafariz da Traianna – Paracatu, Minas Gerais

- Elemento barroco;
- Período colonial Séc. XVIII;
- Possui escultura no alto da obra;
- Bica de água de uma antiga Mina de água;

O mais conhecido e mais requintado, considerado por muitos como obra-prima do barroco, fica próximo à Casa dos Contos, daí o nome. Foi arrematado em 1745 por João Domingues da Veiga, todavia, há suspeita de que tenha sido construído em 1760. A inscrição em latim quer dizer “O Povo que aqui bebe louva de boca cheia o Senado, porque tem sede e ele a faz cessar”. A concha central é uma referência ao nascimento de Vênus e possui duas cabeças de fênix, simbolizando a fertilidade e o poder restaurador da água.

Chafariz de São José ou dos Contos, próximo ao museu Casa dos Contos


Ao seu lado estava a casa de Maria Doroteia Joaquina de Seixas, a Marília de Dirceu, imortalizada nas Liras de Tomás Antônio Gonzaga. No local onde era a casa, funciona hoje uma escola pública. A tradição associou a água do chafariz às suas lágrimas. Obra de acabamento arrojado em estilo barroco com quatro carrancas, duas masculinas, duas femininas, conchas, volutas e falsas janelas. Realizado pelo pai de Aleijadinho.

Chafariz do Largo de Marília (1758)


Chafariz da Rua da Glória (1752)




Chafariz da Praça Tiradentes ou do Museu da Inconfidência (1744 – 1746, reinaugurado em 1846)



Chafariz originalmente localizado no centro da praça Tiradentes. Reinstalado abaixo das escadarias da antiga Câmara e Cadeia, hoje Museu da Inconfidência. Possui brasão com inscrições saudando D. Pedro II.

Chafariz do Rosário (1830). Localizado ao lado da igreja N. Sra. do Rosário


Chafariz do Alto das Cabeças (1763)


Localizado em área do colégio Arquidiocesano, ao lado da igreja Bom Jesus de Matozinhos ou São Miguel e Almas. Possui a imagem de dois peixes entrelaçados. O alto das cabeças, em Ouro Preto, era assim chamado porque no morro desse nome eram expostas as cabeças dos criminosos supliciados.

Chafariz do Alto da Cruz ou do Padre Faria (1761)


Localizado na Rua Padre Faria, no acesso à capela de mesmo nome. Destaca-se por ser ornado com aquela que é a primeira escultura realizada por Aleijadinho, o busto feminino curiosamente desnudo instalado no alto. Projeto do pai do artista. A imagem pode representar tanto a Vênus, fertilidade, ou a figura bíblica da Samaritana, símbolo da caridade.

Chafariz da Rua Barão do Ouro Branco (1761). Está localizado na rua Barão de Ouro Branco. Na esquina, do outro lado da rua, está o oratório de Santa Cruz


Chafariz do Passo de Antonio Dias (1752). No final da rua Cláudio Manuel. Em frente a ele está o passo do Pretório (tribunal), também conhecido como do Antônio Dias



Chafariz do Largo Frei Vicente Botelho. Localiza-se junto ao simpático casario do Largo Frei Vicente Botelho. Não há pesquisa sobre sua construção. Foi restaurado na década de 1930


O CHAFARIZ QUE FUNCIONA

O Chafariz São José fica próximo a entrada da cidade de Tiradentes - MG e curiosamente é inclinado para trás, de propósito, desde a época de sua edificação, sendo um dos únicos chafarizes que possui todas as suas fontes em perfeito funcionamento, trazendo água da serra, que essas eram as fontes de abastecimento da época de sua construção, há 262 anos atrás, para o abastecimento da cidade.



Conforme as necessidades da população em termos de abastecimento público de água foram se alterando, a maior parte deles desempenham atualmente funções estéticas em espaços públicos urbanos ou, embora em número reduzido continuem a desempenhar a função para que tinham sido criados: levar água as populações da cidade.

Município de Currais Novos - RN

Senador de Sá - CE


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